Você provavelmente ouviu as notícias sobre a operação policial na Vila Cruzeiro, que aconteceu no dia 25 de maio de 2022 e resultou na morte de 25 pessoas, entre elas um policial.
É que as notícias de operações policiais nas periferias brasileiras que se tornam massacres são cotidianas. Mas o que acontece quando o causador da violência é o próprio Estado? Quando um policial mata um jovem negro na periferia, quem é a vítima? Você já parou para pensar nessas questões?
O episódio #2 da série “Vítima? Eu?” fala sobre os crimes do Estado e suas vítimas. Ou melhor, sobre as técnicas que o Estado utiliza para não enfrentar os seus próprios crimes e sobre as vítimas que não são assim reconhecidas.
Estrutura racista, influência da mídia e o capital simbólico e político disso tudo são parte desse episódio sobre a violência do Estado brasileiro, que passa pela ditadura militar, mas começa muito antes dela.
Por isso, hoje, a gente te convida a ouvir essa interessante discussão, bem como a ficar ligado nos próximos episódios. Então pega o teu café e vem com a gente acompanhar o novo episódio do Podcast Legítima Defesa.
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A Queen Mary University of London, através do Centro de Crime Climático e Justiça Climática (Centre for Climate Crime and Climate Justice), irá promover o evento “Repensando o Ecocídio” (Rethinking Ecocide), para discutir as possibilidades de acabar com as falsas dicotomias entre os mundos “humano” e “natural”, ou entre “ecocídio” e “genocídio”. A discussão dar-se-á a partir de uma perspectiva decolonial e será guiada pela seguinte pergunta: uma lei de ecocídio pode criar uma nova ontologia, ou simplesmente reforçará as binaridades coloniais e o pensamento abissal que nos trouxe até aqui?
O painel, dirigido por David Whyte (QMUL), terá a participação do Grupo de Pesquisa e Extensão Poder, Controle e Dano Social (UFSC/UFSM), representado por sua coordenadora, a Professora Doutora Marília de Nardin Budó.
Caso tenha ficado interessado, o evento será realizado no dia 21 de junho de 2022, às 13h (Horário de Brasília), de forma online, gratuita e totalmente em inglês. As inscrições podem ser feitas através do link.
A vítima sempre existiu, mas no sistema de justiça criminal que conhecemos, esse sistema em que o Estado acusa e julga o autor do crime, a vítima nunca foi o foco. Ela só é vista como um anexo do binômio crime-criminoso. Por isso, no novo episódio publicado pelo Podcast Legítima Defesa, reforça-se o diálogo crítico para mudar essa visão sobre justiça e crime, a fim de colocar a vítima num lugar que ela não tem ocupado, o de protagonista. No primeiro episódio da série “Vítima? Eu?”, o Legítima Defesa busca te fazer refletir sobre o papel da vítima no sistema de justiça.
Para isso, abordam diferentes fases e diferentes conceitos para entender os papéis ocupados pelas vítimas e também os processos de vitimização.
Por isso, hoje, a gente te convida a ouvir essa interessante discussão, bem como a ficar ligado nos próximos episódios. Então pega o teu café e vem com a gente acompanhar o novo episódio do Podcast Legítima Defesa.
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Editora Tirant lo Blanch publica o livro “Introdução à criminologia verde: perspectivas críticas, decoloniais e do Sul“, que possui como coordenadores Marília de Nardin Budó, David Rodriguez Goyes, Lorenzo Natali, Ragnhild Sollund e Avi Brisman. A obra é pioneira no Brasil no que tange à criminologia verde, e surge em um contexto propício – de crise climática, catástrofes ambientais, negacionismo científico e desmonte dos órgãos responsáveis pela fiscalização ambiental.
Enraizada na criminologia crítica, a criminologia verde se volta à atuação dos poderosos, que comumente causam danos estratosféricos aos animais humanos e não humanos, à biosfera e aos ecossistemas, mas permanecem imunes ao sistema de justiça e frequentemente têm suas condutas tidas como legais, ao invés de criminosas.
A partir disso, esse campo procura responder a algumas perguntas simples: por que e como as leis são elaboradas e violadas? O que pode ser feito a respeito? Por que algumas condutas são criminalizadas e outras não, mesmo quando estas últimas são exponencialmente mais danosas ao meio ambiente como um todo?
Todas essas questões são discutidas no referido livro a partir da perspectiva do Sul Global, que permite que se coloque no centro da análise o papel do racismo, do antropocentrismo, do androcentrismo e do especismo na hierarquização dos corpos que serão mais atingidos pelos danos causados pelas grandes corporações.
Imagine-se em um labirinto. Como você sabe, em um labirinto, você faz as suas escolhas, mas isso não significa que vai chegar onde planeja. Isso porque existem fatores externos que influenciam o caminho que você vai traçar.
Neste último episódio da série sobre violência institucional, o Legítima Defesa te convida a entrar no labirinto que é o sistema prisional e conhecer os caminhos tortuosos do cumprimento de pena, para pensar a prisão a partir de uma ideia inspirada na tese “Findas Linhas: circulações e confinamentos pelos subterrâneos de São Paulo”, do Fábio Mallart.
Benefícios prisionais como a progressão de regime, saídas temporárias e a remição pelo trabalho são caminhos que podem facilitar a saída do labirinto. Mas esses percursos estão ao lado dos processos administrativos disciplinares e das punições, das celas de castigo e de seguro e, até mesmo, dos desaparecimentos forçados…
Como tudo isso se combina? Vem com a gente, numa incursão ao labirinto do processo de execução penal!
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A Professora Marília de Nardin Budó, conforme disposto no EDITAL nº 10/2021/PROEX, divulga a lista de selecionados para o projeto de extensão “Podcast Legítima Defesa“.
A Professora Marília de Nardin Budó, conforme disposto no EDITAL nº 10/2021/PROEX, divulga a lista de inscrições homologadas, com horário para a realização das entrevistas dos candidatos a bolsistas de extensão do projeto “Podcast Legítima Defesa“.
“A justiça é o tema central que deve ser resgatado no debate público contemporâneo, porque ela sintetiza todas essas formas de desigualdade e de opressão resultantes da perda do caráter civilizatório do capitalismo.” Foi assim que a Prof.ª Dr.ª Vera Regina Pereira de Andrade abriu o debate sobre Justiça Restaurativa promovido no ano passado pelo Grupo de Estudos em Criminologia Crítica Vera Andrade (GCCrit), da UFSC.
É a fala da Professora, um dos maiores nomes da Criminologia Crítica na América Latina, que inaugura a série especial “Portas Abertas”, uma parceria entre o Podcast Legítima Defesa e o GCCrit. O objetivo é trazer partes selecionadas de reuniões realizadas com pesquisadoras e pesquisadores convidados pelo grupo.
O primeiro debate transformado em podcast foi realizado em 12 de julho de 2021 e está cheio de conteúdos sobre as fontes da justiça restaurativa, suas linhas de conceituação, suas práticas, suas teorias e seus potenciais ambíguos.
Por isso, hoje, a gente te convida a ouvir essa interessante discussão, bem como a ficar ligado nos próximos episódios. Então, pega o teu café e vem com a gente acompanhar o nosso novo episódio.
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O Grupo de Pesquisa e Extensão Poder, Controle e Dano Social (UFSC/UFSM), coordenado pela Prof.ª Dr.ª Marília de Nardin Budó, divulga edital para a seleção de 2 (duas/dois) bolsistas para o projeto de extensão “Divulgação Científica no Campo da Criminologia Crítica: Podcast Legítima Defesa” – 1 (uma) vaga para o curso de graduação em Direito e 1 (uma) vaga para o curso de graduação em Jornalismo, ambos da UFSC.
O projeto tem por fim produzir podcasts voltados para a divulgação do conhecimento produzido dentro da universidade, de uma forma democrática e acessível a todos. A área de estudo abrange temáticas voltadas ao Controle Social e aos Sistemas de Justiça, partindo das lentes da Criminologia Crítica.
Os detalhes acerca das inscrições, as atividades a serem desenvolvidas pelas(os) bolsistas, bem como demais detalhes estão disponíveis no Edital n.º 10/2021/PROEX.
Na segunda-feira, 24/01/2022, a Agecom/UFSC divulgou os relatórios publicados pelo Infovírus, que denunciam o descaso do Poder Público em relação ao cenário caótico das prisões brasileiras diante da pandemia de COVID-19, em uma reportagem que você pode conferir aqui.
Para além das falhas encontradas em dados oficiais relativos à pandemia no cárcere, destacadas no estudo ‘De Olho no Depen: Análise de Informações de Estado sobre Covid-19 nas prisões‘, no relatório ‘Política de morte: registros e denúncias sobre Covid-19 no sistema penitenciário brasileiro‘ são expostas as ausências que marcam o contexto das prisões brasileiras: falta de estrutura mínima para a prevenção da Covid-19, subnotificação e invisibilização.